2007-03-27

Esperança

Para o Mar; para o Mar! As gaivotas vão gritando.
O vento está fluindo, branca espuma levantando.
A oeste, oestembora, redondo o Sol vai indo.
Barco cinza, barco cinza, o chamado estás ouvindo
Das vozes de meu povo, dos que não vejo mais?
Vou deixar, vou deixar os bosques maternais;
nossos anos ja vão indo, nossos dias terminando.
Amplas águas vou cruzar, sozinho navegando.
Na Praia Derradeira longas ondas vão quebrando,
Naquela Ilha Perdida doces vozes vão clamando,
Em Nova Jerusalém que mortal não viu presente,
Onde as folhas jamais caem: lá meu povo eternamente.